segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MiNhA PeLe



Dê uma olhada no meu corpo
Veja minhas mãos
Há tanto aqui que eu não compreendo
Suas promessas superficiais
Sussurradas como preces
Eu não preciso delas
Pois tenho sido tratado de uma forma tão errada
Tenho sido tratado assim por muito tempo
Como se eu estivesse me tornando intocável
Bem, o desprezo é amante do silêncio
Ele prospera na escuridão
Com delicados galhos espiralados
Que estrangulam o coração
Dizem que promessas amenizam a desgraça
Mas eu não preciso delas
Sou uma flor que morre lentamente
Durante uma impiedosa geada
O doce se torna frio e amargo...
eu preciso da escuridão, da doçura
Da tristeza, da fraqueza...
Preciso de uma canção de ninar, de um beijo de boa noite
Anjo, doce amor de minha vida
...eu preciso disso
Lembra-se da maneira
Como você me tocou antes?
com toda a ansiosa doçura
Eu amei e adorei
Bom, está escuro o bastante?
Você pode me ver?
Você me quer?
Pode me alcançar?
porque...estou indo embora
É melhor fechar sua boca
E prender sua respiração
se você me beijar agora
Você detém minha dor...
..eu quis dizer isso

Nenhum comentário: