segunda-feira, 7 de abril de 2008








Aquele gosto amargo do teu corpo



Ficou na minha boca por mais tempo



De amargo então salgado ficou doce,



Assim que o teu cheiro forte e lento



Fez casa nos meus braços e ainda leve



Forte, cego e tenso fez saber



Que ainda era muito e muito pouco.



Faço nosso o meu segredo mais sincero



E desafio o instinto dissonante.



A insegurança não me ataca quando erro



E o teu momento passa a ser o meu instante.



E o teu medo de ter medo de ter medo



Não faz da minha força confusão



Teu corpo é meu espelho e em ti navego



E eu sei que a tua correnteza não tem direção.



Mas, tão certo quanto o erro de ser barco



A motor e insistir em usar os remos,



É o mal que a água faz quando se afoga



E o salva-vidas não está lá porque



Não vemos...

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